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Carreta Digital vai certificar alunos indígenas no Mato Grosso do Sul

Projeto do Ministério das Comunicações, executado pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), deve certificar 360 estudantes



Jovens da Aldeia Amambai, comunidade indígena Guarani Kaiowá no município de Amambai (MS), na fronteira com o Paraguai, terão aulas de robótica e de montagem e configuração de computadores em uma carreta laboratório equipada com tecnologia de ponta.


“Esse aprendizado vai ser para mim de grande importância no futuro, porque eu tenho o sonho de fazer direito. Eu quero ser uma advogada criminalista. As tecnologias estão em todas as profissões hoje em dia”, explica a estudante Alaine Moreira Lima Benites.


O laboratório itinerante iniciou as atividades nessa quarta-feira (14), em frente à Escola Municipal Guarani. A ação conta com a parceria da Prefeitura de Amambai, por meio das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico e de Educação, para reforçar políticas públicas de inclusão digital, educação e qualificação profissional, especialmente voltadas às comunidades indígenas.


“Pensaram nas nossas especificidades, no nosso modo de vida. Isso é muito importante para nós, porque além de um curso é um momento em que se trabalha a autoestima de quem vai ser profissional, tanto na aldeia quanto fora dela”, explica emocionado o cacique Flaviano Franco.


A iniciativa integra um programa nacional que se consolidou como referência na formação tecnológica de jovens de baixa renda. Desde o início do projeto, em setembro de 2024, a Carreta Digital já capacitou 9,8 mil pessoas, ampliando oportunidades de emprego e acesso ao mercado de trabalho, principalmente em regiões com pouca oferta de formação tecnológica.


A iniciativa impacta diretamente a comunidade, com oportunidades de capacitação e inclusão digital, visando transformar a vida de muitos jovens.


“O projeto da Carreta Digital é mais do que uma política pública de alcance nacional: é a oportunidade para milhares de jovens aprenderem, se formarem e crescerem profissionalmente. Um estudante com formação em tecnologia tem mais chances de conquistar o primeiro emprego e gerar renda. Nosso objetivo é que nenhum jovem fique para trás no caminho da capacitação”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.


Para Aline Marcon, coordenadora nacional do projeto pela RBCIP, a presença da carreta na aldeia representa um avanço importante na democratização do acesso à tecnologia, aproximando jovens indígenas de cursos alinhados às demandas atuais do mercado, com foco no aprendizado prático e na inclusão produtiva.


“Estamos oferecendo aos alunos da rede pública acesso a ensinamentos ligados à tecnologia. São cursos que vão gerar oportunidades de inserção dos jovens no mercado de trabalho, além de facilitar a aplicação desse conhecimento no ambiente escolar e no dia a dia”, explica Aline.


O prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa, reforça o compromisso do município com o desenvolvimento econômico, a educação e a inclusão social, ampliando horizontes e criando oportunidades para a juventude indígena por meio da tecnologia.


“O nosso objetivo aqui é chegar a aproximadamente 400 pessoas que vão passar por diversos cursos na área da tecnologia. Esses cursos vão dar condição para esses jovens melhorarem o aprendizado, inclusive terem oportunidades de trabalho e renda. Uma sala muito aconchegante para os alunos que fará a diferença durante o período de férias”, destaca Sérgio.


O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roberto Júnior Dias, ressaltou a importância do apoio do município à iniciativa.


“A Prefeitura de Amambai entende que investir em qualificação profissional é investir no futuro da nossa juventude. Apoiar a Carreta Digital é garantir que nossos jovens, especialmente das comunidades indígenas, tenham acesso à tecnologia, ao conhecimento e a novas oportunidades de inserção no mercado de trabalho, fortalecendo o desenvolvimento econômico e social do município”, afirmou.


Ao longo de 2025, a Carreta Digital passou pelo Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Maranhão e Pernambuco. Para 2026, a expectativa é de expansão ainda maior, com a meta de ultrapassar 20 mil capacitações em todo o país, ampliando o impacto social da iniciativa.


Estrutura e cursos oferecidos


A Carreta Digital funciona em um ambiente imersivo de aprendizagem, conhecido como Espaço Maker, equipado com recursos tecnológicos. Toda a estrutura é montada dentro de um caminhão adaptado, que percorre o país levando aulas presenciais a comunidades com pouco ou nenhum acesso à formação tecnológica. Entre os cursos oferecidos estão Robótica, Manutenção de Celulares e Montagem de Computadores de Alto Desempenho (PC gamers), preparando os participantes para novas oportunidades profissionais e fortalecendo a conexão entre educação, tecnologia e mercado de trabalho.



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